segunda-feira, 18 de abril de 2011

VESTIDO AMARELO CLARO




Sapatos cor de creme
Moleca travessa
Saltitou pelo imenso celeiro
Correu em disparada até a oficina
de vestido verde entre as serragens
Alguns insetos a observavam
Cinco passos e entrou em outra saleta
Onde avistou sobre a velha máquina de costura
entre os panos, vestido amarelo claro,
com matizes em branco, leves tons,
suavidade tecida,
como um saboroso sorvete de creme com nata
Livrou-se imediatamente do velho vestido
Vestiu-se com a roupagem clara
Linda saia com laços de fitas mimosas,
a combinar com seus sapatinhos
Era como se tivesse trocado de alma
Num sonho açucarado e pueril
Sentiu-se criança a cirandar
Felicidade ao chegar na grande porta
Deparou-se com uma fechadura branca
Curiosidade,espanto e encanto
Abriu a porta rapidamente,felicidade
Sentiu a brisa,as flores 
nasceu ...novo e sublime sentimento
acordou animada
beijada pela vida
levantou e olhou-se no espelho,
viu nova face,rosada
voltou para a cama,às risadas
cobriu-se...recomeçou a sonhar
Sapatos cor de creme...
Entre os panos, vestido amarelo claro...

Imagem Google

2 comentários:

  1. Que belo e leve poema, parabéns.Beijos

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  2. Que ternura de poema. Uma verdadeira delícia.
    Artesã de letra grande!
    Aplauso.
    Bjito e uma flor

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