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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

SONO DE DEZEMBRO . . .

     
SONO DE DEZEMBRO . . .

Alamedas escuras

ruas turvas

cobertas de areia

lavadas de suor

pálido medo

prédios inacabados...anêmicos

minh’alma errante

não quer descansar

caminha tateando os cordões e muros

escuridão sem destino

clarão no céu

lua cheia invade a noite

reflexos de luz nas poças d’água

farejo teu cheiro no ar...

forte maresia

almiscaradas madeiras

aproximo-me da tua janela

entreaberta para as brisas

aqui fora...o silêncio,as brumas

te descubro...entorpecido pelos sonhos...

adormecido entre os lençóis cremosos

madrugada desperta

nuvens preguiçosas encobrem o céu

penumbra ...

espio teu sono...profundo

embalado pela suavidade...

do vento que desperta

minha sombra nos pilares acinzentados,

sussurra que é hora de partir

o tempo passou depressa

o sol já vai nascer..



 Publicado no site: O Melhor da Web  e Site de Poesias em 15/12/2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

VESTIDO AMARELO CLARO




Sapatos cor de creme
Moleca travessa
Saltitou pelo imenso celeiro
Correu em disparada até a oficina
de vestido verde entre as serragens
Alguns insetos a observavam
Cinco passos e entrou em outra saleta
Onde avistou sobre a velha máquina de costura
entre os panos, vestido amarelo claro,
com matizes em branco, leves tons,
suavidade tecida,
como um saboroso sorvete de creme com nata
Livrou-se imediatamente do velho vestido
Vestiu-se com a roupagem clara
Linda saia com laços de fitas mimosas,
a combinar com seus sapatinhos
Era como se tivesse trocado de alma
Num sonho açucarado e pueril
Sentiu-se criança a cirandar
Felicidade ao chegar na grande porta
Deparou-se com uma fechadura branca
Curiosidade,espanto e encanto
Abriu a porta rapidamente,felicidade
Sentiu a brisa,as flores 
nasceu ...novo e sublime sentimento
acordou animada
beijada pela vida
levantou e olhou-se no espelho,
viu nova face,rosada
voltou para a cama,às risadas
cobriu-se...recomeçou a sonhar
Sapatos cor de creme...
Entre os panos, vestido amarelo claro...

Imagem Google

quinta-feira, 31 de março de 2011

PÁSSARO DOURADO




PÁSSARO DOURADO

Quando as batalhas cessarem
O fogo feroz se dissipar
E os castelos esvaziarem seus entulhos
O gelo irá derreter...
Quando os reis e vassalos,
já cansados da guerra insana
Libertarem das correntes , seus escravos
Vislumbrarão com dor nos olhos o brilho do luar
Ofuscando seus semblantes pálidos e cansados
Perceberão espantados, que tudo foi em vão
E que o temporal devastou o presente
E tudo passou
Então soarão os sons dos clarins
E aí, meu querido pássaro dourado
Com sabedoria e confiança
Te aguardarei nos corredores do universo
Onde sopram as brisas coloridas
E os ventos ecoam nossos versos
Lá onde o tempo é indefinido
Não haverão mais feridos e feridas
Quando o novo sol nascer
No despertar de um novo tempo
Acredito em um destino certo
Nesse exato momento...
Vou alçar vôo e te encontrarei
Te darei um longo beijo
Só quero, com ternura...
Encostar minha cabeça em teu peito forte
E adormecer com o carinho das tuas mãos,
alisando suavemente minha face corada
Dançaremos no Portal Onze,
No meio da primavera
Ao som dos doces madrigais
Sentindo o leve perfume das magnólias
Degustando o sabor da mais difícil, das vitórias
A aliança do amor verdadeiro

Imagem disponível - GOOGLE

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

NOS CORREDORES DO UNIVERSO




NOS CORREDORES DO UNIVERSO . . .

Não procuro o inatingível


novamente estremeço


ouço ecos


de gritos incontidos


meu pensamento suspira


encontro-me com o silêncio


tão inevitável


letras se esbarram,


tropeçam e se encontram


contam histórias


memórias despidas... pairam no éter


como se define a ilusão?


Se ela está a lutar com a realidade


nos corredores do Universo


uma bela e intrigante conspiração...




Hierofante, eremita


mago ou imperador


ou o que for!


Teus papiros...


hieróglifos espirram e esbarram


em meus grifos


minh'alma transpira


será o vento do deserto...?


Meus riscos e rabiscos,


nas profundezas...


um oásis


doce água azulada...




onde nasce a realidade...


transmutação em versos...


o improvável fica próximo


o inconsciente é deflorado




Noite longa se apresenta


Magia


descem do espaço teus semblantes


ouço teus ais


Te sinto... vida...


observada e tocada...


pelo espelho da tua lua


São duas horas


madrugada de frio


calor no espírito


Danço na grama molhada


a luz das estrelas


infinitos movimentos


momentos que se traduzem


em luz distante... de fogo


um raio de felicidade


me levou para passear...

 IMAGEM - GOOGLE



domingo, 25 de julho de 2010

SUSPIROS DOS POETAS .. ..



SUSPIROS DOS POETAS

A poesia nasce dos suspiros
As palavras refrescam e fervem
e nunca evaporam...
A mente desperta,ansiosa
Quando a paixão inspira,
a natureza se traduz em letras
Vidas transformadas pela poesia,
leves plumas a flutuar
Chuvas de palavras,
ondas de ideias,a borbulhar
O prazer de escrever,
uma taça cheia que nunca transborda
Cheiros adocicados,campos de margaridas
Caminhos na areia,entre as brumas
Canções escondidas
A poesia vem da alma
Alma exposta,em rebeldia
Misto sabor de cereja com canela
Anil,anis,estrelas do desejo
Encontros e desencontros,
um imenso beijo molhado,
perfeito tempero salgado
Mar vermelho,olhar parado
Mel do pecado
Num piscar de olhos,
as longas distâncias são vencidas
Vibram as energias,em súplicas
Vem das profundezas da imaginação
Desenhos de um céu exagerado
Devaneios dos lagos azulados
Campos de violetas,estradas floridas
O dom de aquecer o coração
As letras miúdas,escondidas
Formação de versos sem culpas nem medos
Estrofes revelam a força e as formas...
do vento e da liberdade
A poesia expressa sonhos e segredos
Eternas saudades
Luz que ilumina noites escuras
do desprezo e da impiedade
A poesia não tem hora para chegar
Muito menos se sabe quando vai partir
Amores perdidos na poeira do tempo
Poetas do sol,poetas da lua
Resgatados no sonho do lirismo poético
são alquimistas da poesia infinita!



Imagem – Google Imagens

sábado, 22 de maio de 2010

BRUMA LILÁS


BRUMA LILÁS


A bruma lilás, vagarosamente, desce,


sobre as auras enamoradas


um desejo se manifesta e cresce,


entre as almas apaixonadas


Feito letras soltas, que num poema, se tece


Palavras se atraem, como um imã, no éter, no ar


Notas musicais, unem-se para compor a canção


num compasso dos que querem amar


vem da terna criação


do som das ondas no mar






A bruma lilás é luz de magia


desliza como inspiração


descortina a noite, em fantasia


liberta os seres da solidão


é um belo sonho, uma alquimia


nela dançam as bailarinas


no firmamento, na constelação


as estrelas são muitas lamparinas


A bruma lilás é poesia






A bruma lilás, tem cheiros, sim


de um campo vasto de flores: lavanda,


cravo, hortênsia, violeta e jasmim


misturando-se ao doce sabor das maçãs


chega à tardinha, se instala na varanda


aromas ao vento, da esperança


uma perfumada lembrança






A bruma lilás tem som,


embala num suave tom


escuta-se ao longe, a leveza dos violinos


e ao nascer do sol, muitos anjos


alegres a tocarem seus sinos


no mistério da chama da transformação


Virtudes do amor puro de um coração

segunda-feira, 1 de março de 2010


TONS DA NATUREZA

Época de florescer
Viver
Detalhes de bela paisagem
Sigo a viagem
Raios de sol ao amanhecer
tingem os contornos da montanha
que parece nunca envelhecer
rocha e relva se misturam
Matizes de verde e marrom
Imprimindo à retina, fortes tons
Pássaros a voar entre os galhos
Vários sons
As folhas a cair em retalhos
Brilho alvo da cascata
Mistérios da mata...
O tempo a passar
Recordações se insinuam
no meu pensar
Razão e emoção a duelar
Fico aqui, deitada na grama
como se fosse minha cama
Atenta a escutar a voz da natureza
Quanta beleza
Final de tarde, quietude
As cores se perdem
O sol mergulha no horizonte
Brisa leve a soprar
Relva aveludada a esfriar
A noite a cair
Estrelas estão a surgir
Tenho que partir...
Estrada estreita
Caminhos serpenteados
Ninguém a minha espreita
Eucaliptos enfileirados
Fortaleza erguida! Coração e mente
Vou em frente
Sapatos empoeirados
Em meio à escuridão
Vagalumes me dão
A certa direção

Imagem disponível - Google
- respeite os direitos autorais -

CARROSSEL DAS FLORES
Em um Universo de muitas cores
Senti profundamente o perfume das flores
O carrossel azul girava, no meio da floresta
Em festa
Cercado de abelhas, joaninhas e beija flores
O anjo pintor de minhas telas
Me ensinou a dança da vida
Conheci as margaridas
Quase escondidas
Entre os arbustos adormecidas
No meu sonho as preferidas
Respirei o odor das rosas
brancas, amarelas e vermelhas,
Graciosas
O carrossel cheio de amores perfeitos,
cravos e girassóis,
rodou, rodou e rodou
E suavemente, uma musica tocou
Tudo, naquele lugar, se iluminou
Os crisântemos e as violetas
Conversavam com inúmeras borboletas
As camélias e dálias me viram
Sorriram
O lírio e a hortênsia namoravam
Havia muito mel, que jorrava do céu
E no ritmo das flores
Muitos amores
Que lugar de fantasia
No carrossel das flores
Tem muita magia.


imagem disponível -GOOGLE