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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MINHAS VÍRGULAS




Minhas vírgulas


Entre as rosas amarelas ...

crivadas de espinhos

Esconde-se o punhal da in(decisão)

Hipérboles cansadas da mesmice da vida

Caminhos de brisas e temporais

Chão de estrelas descoloridas

Horizonte em chamas

Polaridades invertidas,

Explosão silenciosa

Vírgulas em tantas estradas distintas,

algumas caídas nas curvas cinzentas

outras dispostas em lugares ermos

muitas delas desgastadas pelo tempo hostil

Minhas vírgulas são tantas ...

Quantas pausas amigas do engano

Vírgulas ceifando os compassos

Milhares de orquestras sem som

Deixando as letras reféns...

de um relógio que se cansou

entre olhares viperinos, mesmo assim

essas letras teimosas renascem

e descansam, sem culpa na luz do sol

totalmente despidas de reticências

sementes germinando

ideias nascendo

meus pensamentos me compreendem

é isso que importa

ignoro os falsos adjetivos,

que de tanto discursar

nada mais ...dizem

sonhos desenganados

meu punhal entre as rosas

com vontade...rasgo o ventre da ilusão

deixando suas vísceras no fosso da ironia

libertando o coração das masmorras

e voando bem alto

ao lado de minhas vírgulas

que também criaram asas...














































































quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O RENASCIMENTO DA POESIA


O RENASCIMENTO DA POESIA



A alma poética cansada,desmaiou
dormiu à sombra de suas dúvidas,
um sono profundo e atemporal,
que se desenhou... sem sonhos,
amortecida,entregue aos seus cansaços,
ali encolhida,ficou
Ao longe, os ecos...
palavras soltas: volta, volta
Vem,já está quase na hora!
Renasce inspiração e se transforme em versos!
Tal qual lagarta que sai do casulo,
bela borboleta !
Em céu escuro, a tempestade estava a caminho
palavras lutavam, presas, ao som de trovoadas
Sem quietude, o ar era cinza e denso
e uma voz interna prestes a explodir
Versos dispersos gritaram,
no claustro,no vazio...
Tateando entre os velhos muros,
cobertos de limo
palmilhando caminhos estreitos,
de olhos fechados
até que a venda cedeu e ela despertou,
sim, a inspiração retornou lentamente,
como uma onda no mar em dia de calmaria
Suspirando ouviu a voz do silêncio
Tentando buscar o caminho,
correu sem parar,
almejava encontrar uma saída
Muitas letras,embriagadas,misturavam-se,
palavras tropeçavam e caiam como chuva,
numa enxurrada,sem cessar
No labirinto obscuro de uma mente...
que embora descrente vivia por esperança
A inspiração quase sucumbiu
levada pela correnteza das amarguras
Alguns dias se passaram...
e a caneta tentava encontrar o papel
Aos poucos uma luz ressurgia,
um som singular,crescia,
no universo particular
Uma brisa de mil cores soprou,
perfumando o ar,
E libertando a criança interior
das desgastadas correntes do tempo
Inspiração voou e encontrou novas dimensões
Recordou cenários quase esquecidos
e avistou outros infinitos desconhecidos
no meio das nuvens,o sol despertou
surgiu dele uma ave imensa,
dizendo chamar-se POESIA
e que renasceu da liberdade...
da natureza, da essência da alma
impregnada pela INSPIRAÇÃO.




                                                         agem disponível GOOGLE

domingo, 4 de abril de 2010

ARTESÃ DAS LETRAS NAS BRUMAS




ARTESÃ DAS LETRAS NAS BRUMAS


MEUS DEDOS CHEIOS

DE ANÉIS E ALIANÇAS


NUNCA ME PRENDERAM!

NEM MESMO AS CORRENTES


CONSEGUEM ME DETER!

MINHA ALMA APRECIA VAGAR NAS BRUMAS,


PELA NOITE.

SENTIR O VENTO FORTE


BATER NAS COPAS DAS ÁRVORES

E VER A LUA CHEIA ENTRE OS SEUS GALHOS!

APRENDI A CONVIVER COM MEUS FANTASMAS,
SEI BEM DOS MEUS LAMENTOS,


CONHEÇO MEUS TORMENTOS!

APRENDI A ESCUTAR


A VOZ DO SILÊNCIO!

MEU OLHAR VERDE,


CONCENTRADO, A OBSERVAR, ATENTA!

APRENDI HÁ MUITO TEMPO


A VOAR SOZINHA!