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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PARA ONDE O VENTO LEVAR . . .



PARA ONDE O VENTO LEVAR...




Selvagem beleza
Alma do mar, nunca descansa
Natureza...não é mansa
Agitadamente dança
Vem a noite...de tristezas
as ondas avançam
Sem compaixão,violentas
Não se cansam
Constante vai e vem
Água salgada a ferir
Os olhos dos rochedos
Açoite nas pedras
Ouço gritos na orla
Lamentos de mundos
Distantes
Que vem e vão...
Para onde o vento levar
No vai e vem de impasses
Indecisões...
Lamúrias de um cais
Sem ancoradouro
Lágrimas passageiras
Apenas o vento
Em seu momento
A doida visão distorcida
Um ácido a corroer as paredes
De um cérebro,em desatino
Loucuras...
Não chores criança
Já é tarde
Sem juras
Vai,descansa
Jaz uma emoção,aqui
O anjo perdeu suas asas
E vai...
Para onde o vento levar
Enterrado no caos da solidão
Sem graça, sem vida, por opção
Pétrea esperança
Conchas amontoadas
Quebradas
O quadro do tempo
Esgotado
Ledo engano
Do passado que é passado
Que vai para onde o vento levar
Carangueijo adormecido
Se arrisca e vai e volta
Indecisão...
Perdido no labirinto
Areia dominada pelo vento
Não chores criança
Já é tarde
sem juras
Vai,descansa
E vai...
Para onde o vento levar.

terça-feira, 6 de julho de 2010

PAIXÃO EXORCIZADA


PAIXÃO EXORCIZADA



Sentimentos inertes
Recolhimento
Verbo encarcerado
Letras de sangue
Cometa sem cauda
Estrelas sem luz
Céu sem luar
Paixão exorcizada



O perto é longe
Incertezas
Sul ao Norte
Norte ao Sul
Desnorteado caminho
Bússolas inúteis
Cortes
Alma penando de saudades
Sonho ingênuo
Fantasmas da falsidade
Ar deserto
Inodora sensação
Jaz no tempo
Sem tempo
Paixão Exorcizada



Lembrança magoada
Que o vento da morte, leva
Estradas errantes
Distantes
Os enterros sutis das ausências
Indiferenças
Coração febril
Grita sem voz
Suspiros agourentos
Tormentos
Da covardia, às fugas
Delírios de uma última loucura
Escura visão
Paixão exorcizada


Alma presa, sem pressa
Adormece empalhada
Enclausurada nas tristezas
Dos dias sem fim
Sem rastros
Das noites extensas,
indolentes insônias
Penitências da revelação
Sem rompimentos, tempo perdido
Paixão exorcizada



Um fio d’água a secar
Um sorriso riscado de navalha
Esperança desfeita
O espelho do destino, emudeceu
Reflexo incolor
Paixão exorcizada


Cáusticas recordações
Testamentos sem herdeiros
Tempestades abafadas
Insípidos sabores
Um nada sem perdão
Melancólica lágrima
Escorre no vazio do silêncio
De uma paixão exorcizada


“O AMOR È O ESTADO NO QUAL OS HOMENS TEM MAIS POSSIBILIDADES DE VER AS COISAS TAL COMO ELAS SÃO.”


NIETZSCHE

Imagem disponível Google

domingo, 4 de julho de 2010

PÁSSARO,PASSA. . . PASSARÁ


PÁSSARO,PASSA. . . PASSARÁ


Pássaros calados
Saudade com sabor de fel
Desacostumaram-se a esperança
Flores murchas, sem néctar
Corações abraçados pela misantropia
Mistérios não revelados
Infinita indiferença
Covardia
Papéis picados
Sonhos rasgados
Conclaves sórdidos
Cobertos pelos véus da ignorância
Lembranças vagas
Seguidas inconstâncias
Sentimentos revividos
Pobres pássaros, perdidos


Dança, pássaro sem rumo
A valsa da solidão
Danço contigo, no gélido ar
Ao som de tambores, sem ritmos
Giros paradoxais
Dilúvios de emoções
Sussurros desconexos
Protestos sem ecos
Amarga rebeldia
È o fim das cores da ilusão
Turvou-se a figura
Distorcidos reflexos
Retratos marcados
Cartas na mesa
Apenas a incerteza
Concílios impiedosos
Chuvas destruidoras
Medos
O recuo, nas batalhas


Pássaro, passa... passará
Flutua entre a fumaça,
do vento negro de três incensos
Subindo e descendo...
São flechas afiadas
Que machucam a alma
Aves feridas
Sangue vertendo
Caindo sem dó, na neve
Pássaros encolhidos
Falsa calmaria
Silencio angustiante
Gaiolas abertas
Asas atrofiadas
Cenários escuros
Viagens incertas
Pássaros adormecidos
Sem noção de tempo e espaço
Teatros sem expectadores
Peças incompletas
Fechado pelas cortinas,
de um destino sem jeito
Só resta aos pássaros
O agitado descanso,
na névoa do sono eterno.

                                                       Imagem disponível Google

sexta-feira, 2 de abril de 2010

SOLIDÃO


Do âmago, nasce a minha inspiração
Meus sonhos, se confundem com a realidade
Não sei mais do meu coração
Paixões que pereceram, não vingaram
Amores que vivi e revivi, pura ilusão
Os copos se quebraram
Acostumei-me a sublimar a solidão
Lancei no abismo, o teu desprezo
Encerrada em minha fortaleza
Resisto a toda forma de violência sutil
Meu amor maior é a Divindade, a natureza
Já sofri muito, fujo da forma vil
Mascarados aparentando beleza...
Expressando, sem causa, ciúme...
Estas frivolidades já não me afetam
Estou acima de desdenhos, no lume
Algumas contumélias sugiram, com indolência
Nossos naipes estão a se afastar
Não conseguem se encaixar
Não tenho mais condições de me aborrecer
Embarco num trem invisível, com paciência
Vou caminhar sozinha, viver, envelhecer
Os que se aproximarem, que saibam me interpretar
O tempo é mestre, faz esquecer
Que não se precipitem em me julgar
Acostumada à frieza de certos momentos
Carrego comigo, um cobertor de luz
Não preciso mais ir tão longe
para ver os plátanos e juntar suas folhas caídas,
está tão perto, o sagrado monge...
As emoções morrem e ressuscitam, tenho nove vidas,
Meus arranjos são construídos, com simplicidade
Prefiro uma humilde retirada, chega de argumentos
Não cultivo luxos e tampouco a maldade
Me reservo, me resguardo, sem lamentos.


“Sapiens autem a nullo contemnitur, magntudinem suam novit”!
“Aliás , a tudo isso que se denomina pequenez de ânimo, melhor seria chamar de enfermidade, porque são coisas que não a vencem, nem sequer logram produzir abalo nela”

( Frase extraída da obra: A constância do Sábio – autor: SÊNECA) .
Publicada no Site O MELHOR DA WEB - POESIAS
Imagem disponível - GOOGLE

terça-feira, 2 de março de 2010


CASTELO DE GELO

Cavaleiro das sombras, na neve
Espectro, no castelo de gelo
Gritos na masmorra, um apelo
O tempo é breve....
Procuras inspiração
O eco é tua canção
O lado escuro te chama
É o fim da estação
Alguém ainda te ama?
Um corte no espaço
Tua lâmina, sem aço
Uma rigorosa mistura de frios
Os ventos mudam curso dos rios
Te derrubaram na branca lama
Um breu no clarão
Foi-se a tua fama
Castelo sem sorte
A sombra da morte

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


CINZAS DE ESPERANÇAS

Cai a noite, lua cheia
Brisa pálida, a soluçar
Aranhas caminham na teia
Barulhos do mar
Casa velha adormecida
Um suspiro no ar
Esperança quase perdida
Um corcel negro a cavalgar
Por cima de minhas feridas
Sem se cansar
Ar cinzento
Sopra o vento
Gira a roda da vida
E os Deuses a lutar
Sensação nítida
Tua partida
Só queria te amar
imagem disponível-GOOGLE
Publicado no site O Melhor da Web Poesias