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quarta-feira, 27 de abril de 2011

ESTAÇÃO DO SILÊNCIO





Estação do silêncio

O soar dos pingos, 
nas calçadas
Flores e folhas, imersas
Poças d’água
refletem a tarde
A chuva não cessa
Deixando suas marcas
Descolorindo a paisagem
As horas escorrem pelo céu
Turvando o horizonte
A melancolia desce,
com o soprar do vento
revelando...
a estação do silêncio

domingo, 31 de outubro de 2010

LONGE DO TEU BÁLSAMO . . .



LONGE DO TEU BÁLSAMO . . .

Foram trilhas de felicidade

Caminhos azuis, de areia

Um sol e duas realidades

Sonhos... guardados...

Água da chuva

Pés sem meias

E o nosso tempo,abreviado

No limiar,fomos apartados

Por traição,caçados

Turvou o céu

Brusca tempestade

Vento rasgou nossos véus

Quanta maldade...

Murmúrios,parolagens

Insensatez...ociosas mentes

Falsas imagens

Me vi diferente...

triste e assustada

Obscura e descrente

semente pisoteada...

Delirando em miragens

Despedida forçada...

Longe do teu bálsamo...teu olhar

Do teu suave chegar

Está silencioso, meu mar

Minha alma naufragou,

E perdida,chora vingança

não descansa

O algoz nos roubou...

Na quietude do ar denso,

espio teu andar,tenso ...

não me conformo, não passou !

Preso em outro cais

Ancorado,sem chances de meu sim...

Um querer sufocado,em mim...

Preciso gritar... meus ais!

Lamento o triste fim...

... 
 
“Eu sonhei tanto amor, tantas venturas,

Tantas noites de febre e d’esperança!

Mas hoje o coração desbota, esfria,

E do peito no túmulo descansa”
(POESIA: Saudades – versos de Álvares de Azevedo)
























































































terça-feira, 10 de agosto de 2010

. . . ACORDES DA NOITE . . .



ACORDES DA NOITE

A poesia dorme nas nuvens,



num dia sem sol



Enclausurada no tempo frio



Se espreguiça



Presa no abismo do vazio



Da estação cinzenta



Manhãs de frio



Tardes congeladas



Nublado insistente



Uma cor sem cor



O andar sem rumo



Mãos e luvas



Suplicam pela chegada da noite



Dia escuro



Noite clara



A névoa se alastra



Fumaças oníricas



invadem o horizonte



desce a noite



sem pressa



como descem as cortinas



dos teatros...



levemente maliciosas



Vermelho sedutor



Instintos à espreita



O charme da cantina



Conhaque, vinhos e licores



Velas acesas



Falsos amores



Paixões sem sabor



Cartas sobre a mesa



Espelhos distorcidos



Refletem a vida



Mascarada tristeza



Existência camuflada,



se esconde



Surgem os vapores



Cheios de inspiração



Meus poetas se soltam



Vagam na noite



No azul noite da boemia



As letras brindam, com teimosia



Fantasia e realidade se mesclam



Nos matizes da dança das idéias



Onde os versos nascem,



crescem e cantam ...



são sons de esperança



que na madrugada definham



e ao raiar do dia desaparecem


terça-feira, 6 de julho de 2010

PAIXÃO EXORCIZADA


PAIXÃO EXORCIZADA



Sentimentos inertes
Recolhimento
Verbo encarcerado
Letras de sangue
Cometa sem cauda
Estrelas sem luz
Céu sem luar
Paixão exorcizada



O perto é longe
Incertezas
Sul ao Norte
Norte ao Sul
Desnorteado caminho
Bússolas inúteis
Cortes
Alma penando de saudades
Sonho ingênuo
Fantasmas da falsidade
Ar deserto
Inodora sensação
Jaz no tempo
Sem tempo
Paixão Exorcizada



Lembrança magoada
Que o vento da morte, leva
Estradas errantes
Distantes
Os enterros sutis das ausências
Indiferenças
Coração febril
Grita sem voz
Suspiros agourentos
Tormentos
Da covardia, às fugas
Delírios de uma última loucura
Escura visão
Paixão exorcizada


Alma presa, sem pressa
Adormece empalhada
Enclausurada nas tristezas
Dos dias sem fim
Sem rastros
Das noites extensas,
indolentes insônias
Penitências da revelação
Sem rompimentos, tempo perdido
Paixão exorcizada



Um fio d’água a secar
Um sorriso riscado de navalha
Esperança desfeita
O espelho do destino, emudeceu
Reflexo incolor
Paixão exorcizada


Cáusticas recordações
Testamentos sem herdeiros
Tempestades abafadas
Insípidos sabores
Um nada sem perdão
Melancólica lágrima
Escorre no vazio do silêncio
De uma paixão exorcizada


“O AMOR È O ESTADO NO QUAL OS HOMENS TEM MAIS POSSIBILIDADES DE VER AS COISAS TAL COMO ELAS SÃO.”


NIETZSCHE

Imagem disponível Google

quarta-feira, 30 de junho de 2010

DESCOMPASSO

O mar se cobre de brumas
Paisagem lúgubre
Telas opacas
O pranto das águas faz-se ouvir,
na longa estrada
Deserto calvário
Vestida com a mortalha do desgosto
A noite parece mais preta, na orla
Como o horizonte...
meu pensamento acinzentou
Com frio, escondo meu rosto
Umidade com gosto de sal
Um vazio imenso, se arrasta
Hedionda solidão
Agonizante
Barulho forte das ondas,
Borbulham em lamentos
Pouco me importa, a escuridão,
ressentimentos ...
Ando às cegas, cansada das paixões
Caminho de costas, em descompasso
Meus sonhos
Em pedaços
Chora com vontade,
meu coração
Sem laços
A deriva, sem maldade
No colo da ilusão
Jardins adormecidos
Inverno de delírios
Amores jazem, esquecidos
Das profundezas infinitas
Ouço gritos
Sufocados
Febris: ... nunca mais...
Perdeu-se para sempre...
Sem adeus...
Meu silêncio, sepulcral
Somente as sombras
Desvios sem razão
Sentimentos se perdendo
Rupturas
Desafinada marcha
Melancolia
Não quero reagir
Me desconheço
Sem vida
Desfaleço

                                                        Imagem disponível Google

“Da sua voz parece o rude lamento de um ferido
Á beira de um lago de sangue,
sob um monte de mortos
E que agonia, imóvel, no último dos portos”
     Charles Baudelaire

segunda-feira, 17 de maio de 2010

PARA NÃO MAIS ACORDAR . . .


PARA NÃO MAIS ACORDAR...



Em absoluta desesperança


Danço com meus fantasmas


Numa insana entrega


Até cair a máscara da noite?


Nem eu mesma sei


Desço a beira de um mar furioso


Ouço mais forte o barulho de suas ondas


Elas protestam, espumando em desespero


O som do vento é fúnebre


Meu coração se soltou do peito


Está a definhar, até a última batida


Velho coração angustiado, cansado


Deixo que esse coração teimoso se vá


Como o último navegante sem bússola


Numa noite sem fim


O breu da paisagem, me chama:


Vem sombra, vem para mim,


Triste como esta noite sem lua


O poema que nunca pôde nascer


Viveu no breu de uma falsa esperança


De perto, a escuridão não para de me observar


Olhos frios, caminhos sem direção


Um barco que não aporta em lugar algum


Minha dança se finda


O mar avança, sem piedade


Deito-me na areia gelada


Vou adormecer o sentimento, para sempre,


Para não mais acordar


Me abandono, na dor desse abandono



segunda-feira, 19 de abril de 2010

BARCO SEM RUMO


BARCO SEM RUMO

Meu barco sem rumo
Navega por desertos mares
Carregando num baú, as cinzas
Da alma de um marinheiro
O verso morto...
Minha poesia grita no escuro
Invisível e distante
Feito criatura sem porto
Sem destino
Súbita paisagem, se apresenta
Repetindo-se mil vezes
Sem nunca se completar
Labirinto infinito de esperas
Barco desgastado, à deriva
Numa noite que não quer ir embora
Nas mãos de uma dor, sorrateira
A espreita , uma chuva de lágrimas
Meus ecos respondem:
Estou só
Completamente só
Distante do barulho da vida
Em profundo silêncio
Procurando inquieta
Meu poema inacabado
Anjo desbotado, sem asas
Perdido nos abissais
Não tenho respostas
Só um gosto de água salgada
E uma incerteza que sangra.

domingo, 18 de abril de 2010


Madrugada em fuga

O vento soprou
A noite ficou mais escura
Meu sonho desmoronou
Me debati na pedra dura
A vela apagou
Perdi a formosura
Nada restou
Corpo sem compostura
Congelei diante do desejo extinto
Sem chorar fiquei sem ação
Nenhum um sinal, nada sinto
Perdi para sempre aquela emoção
Me ajoelhei diante do altar de sacrifícios
Experiências perdidas, nunca vividas
Escondi a alma, não deixei indícios
Cobri com ácido a ferida
Não entendi os artifícios
Para sempre, ficarei escondida
Poderia ter evitado os malefícios
Na minha ignorância, me sinto protegida .

"Abi! Praetivive ac mereris...abi!!!!"



quarta-feira, 10 de março de 2010

CLAUSTRO


CLAUSTRO

Entrei mansa em teu coração
Espiei o claustro da tua alma
Prece de esperança da paixão
Espera longa, muita calma
Minha perfeita fantasia secreta
Apunhalou-me por traição
Antes eu fosse mais discreta
Hoje choro lágrimas de desilusão
Os soluços não cessam...
Um dia, quem sabe...
Viverei para sorrir...
Mesmo que as mágoas se desfaçam
Mesmo assim, me esconderei de ti
Viverei sempre a fugir...
Por que te conheci?




Poesia publicada no - Site de Poesias -

domingo, 7 de março de 2010

Poesia ARMÊNIA de Arnaldo Leles


ARMÊNIA


Nas montanhas,

no Cáucaso ao sul,

há um casulo,

uma crisálida,

de onde sairá a borboleta Armênia,

minha fada azul da Ásia.


Ela foi a única em todo o orbe

que sensível,

me viu sofrer.

sem Armênia a trazer-me sorte,

aquela flor negra,

a mariposa da morte...

bem sabes... eu vou morrer.


E quando no desespero

fecho os olhos,

um mar vermelho

me aparta de ti (sinal nada bom.)

É como se o éden, a Canaã,

de repente virasse Edom.

Iluso é,eu querer te encontrar nesse deserto,

terra prometida.

Rolaria feito rosa-de-jericó

por arenitos incertos.

Oh! se tu és o meu profundo desejo,

vem a mim, tu que sabes voar!

Vem ruflar de minha vida amarga

este entejo.

Palavras de uma pessoa muito querida, um grande poeta, chamado ARNALDO LELES!!!!


O desprezo é uma roca que mata.

Sou um poeta morto.

Hoje não me iludo mais com borboletas azuis, são meros lenços esvoaçantes, tramas e urdiduras de um destino fabuloso de binários que não se encontram.

Ah! Como é bom estar morto, neste limbo de penumbras sob filtros de acetato!!!!!!!!!!!!!"

Cava-me uma cova no gramado, cobre me com relva verde!"

...Como dizia Nietzsche:"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não SÃO".


(MENSAGEM postada em 28 de fevereiro de 2010, no meu livro de visitas no site o Melhor da Web Poesias ) -

sexta-feira, 5 de março de 2010

ABSOLUTO SILÊNCIO




Absoluto silêncio

Sem fantasias

Pálpebras fechadas

Cessou o canto

Forte concentração

Perda do encanto

Tristeza oriunda da paixão

Páginas a serem viradas

Frágil coração

Pereceram as alegrias

Os dedos sobre o rosto

Escondem o desgosto

Absoluto silêncio

Nenhum vento,a soprar

Fios de cabelos dourados

Estáticos...

Gelo no mar

Nada a esperar

Só lembranças

Absoluto silêncio

Vazio sem fim

A dor da ferida invisível

Olhos fixos no nada

A escuridão da madrugada

Absoluto silêncio

Apenas a solidão

Razão do lamento

O fim da ilusão

A morte construída

Continua, a vida

Eterna frustração

A fuga, rima perdida

O breu do momento

Tremor violento

Absoluto silêncio

Não já réus para serem julgados

Tampouco há pecados,

a serem perdoados

Somente sentimentos sufocados

Um “porquê” agonizante

a ser crucificado

Sem razão para existir

Chave do momento: fugir

Absoluto silêncio

Olhos fechados,

a tentar entender

Face alva a fingir

o adormecer

O pesadelo do desagrado

O corpo a tremer...

Vem o desespero

Sujeito oculto, indecifrável...

Um vulto

Vôo instável

Precipício

Absoluto silêncio

Respiração ofegante

Ouvidos a escutar o som da noite

Que se arrasta a tropeçar nas horas

Querendo encontrar o dia...

Precisamos arrebentar o barbante

Neste triste instante...

Absoluto silêncio


Publicado no site: O Melhor da Web em 05/03/2010

Código do Texto: 51375

quinta-feira, 4 de março de 2010


LABIRINTO DE UMA PAIXÃO

Estranha visão
Cavaleiro errante, some na névoa
Escuridão
Há sangue nas rochas
Maldição
O mar está opaco
Há guerras invisíveis
Ondas violentas romperam correntes
Foi-se um elo da Terra
Espelho de engodo
Imagem refletida ao inverso
Praia vazia...
O som de um eco, um verso
Relógios pararam...
Cacos de vidro na areia
Pés frios, descalços
As velhas chaves...
já não abrem mais as portas
Misteriosos conclaves
União retalhada
Faces da orla
Ora perdida
Ora reservada
Quase sem vida
O desespero paira próximo
ao escuro desfiladeiro
Cavaleiro! Não te escuto mais...
A solidão está nos matando
Fixo naquela imagem , à noite
Lágrimas vertem de minha alma
O algoz regozija-se com o açoite
Dor invisível, que consome
Fragmentos de absoluta negação
Labirinto da paixão
Desilusão
. . . ... . . .

É tarde, que pena, é muito tarde,
o tempo passou depressa,
a angústia ainda, no peito arde

Perdemos muitas chances, presos a formalidades impregnadas por uma falsa moral, imposta pela mesquinha sociedade, hipocrisias de um mundo doente...

“ FUGIT IRREPARABILE TEMPUS”

Amargo sabor

Li nas linhas da mão do tempo
Um caminho cortado
espada afiada do medo
Mistério revelado
Ilusão do segredo
A noite cobriu com luto minha alegria
Ar cinzento, névoa fria
Angústia infinita no presente
Tristeza sem fim, no coração e na mente
Uísque com sabor de loucura
Na memória uma distorcida figura
Amargura
Espelho partido
Tempo perdido
A queima da semente
Silêncio sarcástico vindo de longe
A lua se esconde
Uma chuva de arrependimentos

A cair sobre os sentimentos


Imagem disponível _Google

Registro de Autoria

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terça-feira, 2 de março de 2010


CASTELO DE GELO

Cavaleiro das sombras, na neve
Espectro, no castelo de gelo
Gritos na masmorra, um apelo
O tempo é breve....
Procuras inspiração
O eco é tua canção
O lado escuro te chama
É o fim da estação
Alguém ainda te ama?
Um corte no espaço
Tua lâmina, sem aço
Uma rigorosa mistura de frios
Os ventos mudam curso dos rios
Te derrubaram na branca lama
Um breu no clarão
Foi-se a tua fama
Castelo sem sorte
A sombra da morte



ÁGUIA ESCONDIDA NO VITRAL

Céu escuro
Vento
Chuva
Mistérios percorridos
Lamentos
Ecos perdidos
Pensamentos
Um relâmpago da verdade
Noite de tempestade
Corpos de aves, encolhidos
Desespero, vários pedidos
Um talvez...
Sombras letárgicas
Um choro que se fez
Lágrimas, cismas intensas
um carvão voando
Brasa insistente...
Mente divagando
Girando...
Águia escondida
Machucada
Asa rompida
Entre os vitrais vermelhos
Sangue escorrendo
Fria catedral
Sementes com cal
Tudo em volta derretendo
Jogo de espelhos
Pássaros tristes
Sem poder voar
Alguns morrendo
Som de Sinos, a soar
Lá fora...
Velhas casas
O vazio
Solidão
Negras ondas
Agitação
Rochas despencando
Os sonhos desatinados
Gosto de sal
Ar esverdeado
Vento glacial
Descompassado
A penetrar o vitral
Águia já sem esperanças
Sobrevive ao mal
Um esforço sobrenatural
Encontrou seu legado
Ser alado...
Resgate iluminado
imagem disponível - GOOGLE
Poesia publicada nos sites:
O Melhor da Web poesias e no
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domingo, 28 de fevereiro de 2010


CAVALEIRO DAS SOMBRAS

Cavalga na sombra da noite
O espectro entre a névoa fria
Seus lamentos são sons de acoite
Oculto em uma pesada armadura
Ninguém mais o segura
Perdeu-se na estrada vazia...
Foge do presente, repudia o futuro
e apavora-se com o passado...
Em seus delírios, sente-se amaldiçoado
Risca o escuro com velocidade
Ventos cortantes marcaram seu rosto
Pobre fantasma sem crueldade
Carrega consigo muito desgosto
Cavaleiro errante a vagar
Não se permite mais amar
Aceitou suas sinas...
Conformou-se com castelos em ruínas
Perdeu-se do seu império
Sua existência é um negro mistério
Não percebe mais, ser um belo guerreiro...
E acredita ser, das trevas, um mensageiro
Acostumado na solidão
Cravou um punhal em seu coração.
imagem disponível - Google

LORDE ERRANTE
Labirinto escuro dos tormentos
Oscilante face mascarada, vagueia disfarçada
Ressurges das brumas em lamentos...
Desdenhas os anjos, em plena madrugada
Estátua de cavaleiro solitário, apagada

Envolves-te com o mistério...
Respiras a fumaça do teu império
Rastejando, sem limites, és andante
Até quando, Lorde Errante?
Necessitas de tanto sofrimento?
Tens na noite teu intento!
És nômade, um perdido viajante.

Imagem disponível - Google

VÉUS NA ESCURIDÃO
A lua cheia aparece
A paisagem é uma prece
Céu pintado de nanquim
Tudo acontece
Sobre os túmulos cor de marfim
Um forte perfume de jasmim
Os véus da noiva voam entre os ciprestes
Madrugada sem fim...
Alma despida de vestes
Caminha sem sentido na noite de frio
Tentando preencher seu vazio
Uma coruja surge no breu
A noiva se esconde no véu
Tenta de toda forma se isolar
Chuva fina, água gelada
Terra encharcada
Não aprendeu a amar
Está cansada...
Dorme seu sonho na escuridão
Vive em busca de sua paixão



imagem disponível - google


sábado, 27 de fevereiro de 2010


IMPOSSÍVEL


É impossível

Não podemos compor a mesma canção

Nasceste em outro tempo,

ficastes escondido

Em tua azulada concha , envolvido

O azeite não se mistura a água

Desfigurada partitura, sem emoção

A dor da eterna mágoa

É impossível

Lenços lilases, molhados

A natureza deságua,

numa infernal tempestade

Paixão desarticulada

A hora da verdade

Fogo invisível,

Olhares gelados

Escuro terrível

Insana crueldade

É impossível

O barro dos teus sapatos,avermelhados

Meus pés cheios de areia

O sabor ingênuo do passado

A velha aranha tece sua teia

O peito arde, tal qual uma vela

A queimar e consumir-se no tempo

Triste pesar

Estátua vestida de tormento

O espelho sem reflexo

Cascata de ilusão a secar

Sentimento complexo

Relógios sem nenhum movimento

É impossível


Imagem disponível - GOOGLE

Publicado no site: O Melhor da Web em 18/02/2010 Código do Texto: 50688

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


CINZAS DE ESPERANÇAS

Cai a noite, lua cheia
Brisa pálida, a soluçar
Aranhas caminham na teia
Barulhos do mar
Casa velha adormecida
Um suspiro no ar
Esperança quase perdida
Um corcel negro a cavalgar
Por cima de minhas feridas
Sem se cansar
Ar cinzento
Sopra o vento
Gira a roda da vida
E os Deuses a lutar
Sensação nítida
Tua partida
Só queria te amar
imagem disponível-GOOGLE
Publicado no site O Melhor da Web Poesias