terça-feira, 14 de dezembro de 2010

MAR DESERTO


MAR DESERTO



O frio deste dia...sem enganos


nublado, inodoro, entorpecido


chuva fina derrubando meus planos


d


   e


       s


          água perdida


num mar deserto...dos vencidos


anjos c


              a


                   í


                       d


                           o
 
                               s ...


paisagem apagada,ressentida


Tempo estranho,renegado


pensamentos atemporais,infinitos cansaços


d


     o


          r


               m


                     e . . .


no chão de areia... molhada


lua fora de curso,nuvens sem espaços


Mar acinzentado


é triste teu canto


liras do passado


três gaivotas ao entardecer


brincam nos cacos de conchas,


descoloridas,


...já sem vida


é escuro teu manto


rochas entre a fumaça da névoa,


escondidas


o breu no céu,


fechado em pranto...


ondas que se vão, esquecidas...



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pensamento de RUMI



'SE DESEJAIS CHEGAR À CASA DA ALMA

BUSCAI NO ESPELHO O ROSTO MAIS

SINGELO'

poeta RUMI

domingo, 28 de novembro de 2010

PAZ E LUZ



PAZ E LUZ

Lugar de paz

p
a
 z
Energias de luz

l
u
z
Encontro interior


Três Coroas/RS
Fotos : Luz de Antares

domingo, 31 de outubro de 2010

LONGE DO TEU BÁLSAMO . . .



LONGE DO TEU BÁLSAMO . . .

Foram trilhas de felicidade

Caminhos azuis, de areia

Um sol e duas realidades

Sonhos... guardados...

Água da chuva

Pés sem meias

E o nosso tempo,abreviado

No limiar,fomos apartados

Por traição,caçados

Turvou o céu

Brusca tempestade

Vento rasgou nossos véus

Quanta maldade...

Murmúrios,parolagens

Insensatez...ociosas mentes

Falsas imagens

Me vi diferente...

triste e assustada

Obscura e descrente

semente pisoteada...

Delirando em miragens

Despedida forçada...

Longe do teu bálsamo...teu olhar

Do teu suave chegar

Está silencioso, meu mar

Minha alma naufragou,

E perdida,chora vingança

não descansa

O algoz nos roubou...

Na quietude do ar denso,

espio teu andar,tenso ...

não me conformo, não passou !

Preso em outro cais

Ancorado,sem chances de meu sim...

Um querer sufocado,em mim...

Preciso gritar... meus ais!

Lamento o triste fim...

... 
 
“Eu sonhei tanto amor, tantas venturas,

Tantas noites de febre e d’esperança!

Mas hoje o coração desbota, esfria,

E do peito no túmulo descansa”
(POESIA: Saudades – versos de Álvares de Azevedo)
























































































quinta-feira, 28 de outubro de 2010

MINHA FORTALEZA



MINHA FORTALEZA

As pedras que me atingiram

de dores me afligiram

O meu coração se partiu

Todo o passado se refletiu

Contudo, eram peças que faltavam

para terminar minha fortaleza

Serpente de prata a transcender

sem pressa, a tristeza

Uma espada de luz ungiu-se de proteção

Fazendo-se libertar o coração

da negra canção

No mistério da escuridão

Aprisionei nuvens cinzas, de ilusão

O espelho refletiu as três faces da terra

E ,sutilmente, desfez-se a guerra

Em meio a um sonho...

Encontrei a chave da vida

Ergui minha fortaleza, estou protegida



terça-feira, 12 de outubro de 2010

CALENDÁRIO DE LUZ


CALENDÁRIO DE LUZ

O tempo...o alquimista,
Subitamente...
Engoliu o desgosto de ontem
Poeira de um passado
Os sinos me absorvem
Melodia do presente
Bálsamo de novos tempos
Ciência sagrada
Soando inspirações
Nos escaninhos da mente
Doces canções
Surge a criatura alada
Dos séculos passados
Dos sonhos à ressurreição
Num vôo infinito
Além dos horizontes do planeta
Viajante das estrelas de ametistas
Ao encontro do calendário de luz









sexta-feira, 1 de outubro de 2010