terça-feira, 17 de maio de 2011

. . . ODAREPSENI . . .




  .  .  .   ODAREPSENI .  .  .

CAI a noite, cidade cheia... transborda
Chuva fria, insistente, CAI
SOLIDÃO, teimosa , invade
Inunda,afoga a alma, SOLIDÃO
EU VOU, meus passos... casaco preto
No meio da multidão,nas ruas, EU VOU
NÃO PERCEBO, as cores,que vem
Teu rosto, o tempo passou, NÃO PERCEBO
LÁGRIMAS deslizam pela face
O céu enche as calçadas de LÁGRIMAS
DE REPENTE, um raio, uma explosão...
Ressurge você, tão forte, DE REPENTE
ODAREPSENI...na minha frente!
Guarda-chuva... cinza escuro, ODAREPSENI!
INESPERADO,  seu sussurro...meu amor...!
Encontro INESPERADO

 img Google

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MISCIGENAÇÃO POÉTICA




Miscigenação poética

Eles podem nascer
Ao olhar um cartaz
na esquina escura
ou de uma caminhada
na estrada movimentada e clara,
de uma escalada
na montanha deserta
ou até na hora do banho,
muitas vezes são vazios 
incompletos e vão tomando forma...
eis a verdadeira poesia
onde não há lugar...
para versos prontos deitarem
não são perfeitos,
porque o mundo não o é...
A criação é livre,
a poesia nasce da alegria,
da tristeza e da saudade,
da revolta ou do desejo,
 miscigenação poética

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ESTAÇÃO DO SILÊNCIO





Estação do silêncio

O soar dos pingos, 
nas calçadas
Flores e folhas, imersas
Poças d’água
refletem a tarde
A chuva não cessa
Deixando suas marcas
Descolorindo a paisagem
As horas escorrem pelo céu
Turvando o horizonte
A melancolia desce,
com o soprar do vento
revelando...
a estação do silêncio

segunda-feira, 18 de abril de 2011

VESTIDO AMARELO CLARO




Sapatos cor de creme
Moleca travessa
Saltitou pelo imenso celeiro
Correu em disparada até a oficina
de vestido verde entre as serragens
Alguns insetos a observavam
Cinco passos e entrou em outra saleta
Onde avistou sobre a velha máquina de costura
entre os panos, vestido amarelo claro,
com matizes em branco, leves tons,
suavidade tecida,
como um saboroso sorvete de creme com nata
Livrou-se imediatamente do velho vestido
Vestiu-se com a roupagem clara
Linda saia com laços de fitas mimosas,
a combinar com seus sapatinhos
Era como se tivesse trocado de alma
Num sonho açucarado e pueril
Sentiu-se criança a cirandar
Felicidade ao chegar na grande porta
Deparou-se com uma fechadura branca
Curiosidade,espanto e encanto
Abriu a porta rapidamente,felicidade
Sentiu a brisa,as flores 
nasceu ...novo e sublime sentimento
acordou animada
beijada pela vida
levantou e olhou-se no espelho,
viu nova face,rosada
voltou para a cama,às risadas
cobriu-se...recomeçou a sonhar
Sapatos cor de creme...
Entre os panos, vestido amarelo claro...

Imagem Google

quinta-feira, 31 de março de 2011

PÁSSARO DOURADO




PÁSSARO DOURADO

Quando as batalhas cessarem
O fogo feroz se dissipar
E os castelos esvaziarem seus entulhos
O gelo irá derreter...
Quando os reis e vassalos,
já cansados da guerra insana
Libertarem das correntes , seus escravos
Vislumbrarão com dor nos olhos o brilho do luar
Ofuscando seus semblantes pálidos e cansados
Perceberão espantados, que tudo foi em vão
E que o temporal devastou o presente
E tudo passou
Então soarão os sons dos clarins
E aí, meu querido pássaro dourado
Com sabedoria e confiança
Te aguardarei nos corredores do universo
Onde sopram as brisas coloridas
E os ventos ecoam nossos versos
Lá onde o tempo é indefinido
Não haverão mais feridos e feridas
Quando o novo sol nascer
No despertar de um novo tempo
Acredito em um destino certo
Nesse exato momento...
Vou alçar vôo e te encontrarei
Te darei um longo beijo
Só quero, com ternura...
Encostar minha cabeça em teu peito forte
E adormecer com o carinho das tuas mãos,
alisando suavemente minha face corada
Dançaremos no Portal Onze,
No meio da primavera
Ao som dos doces madrigais
Sentindo o leve perfume das magnólias
Degustando o sabor da mais difícil, das vitórias
A aliança do amor verdadeiro

Imagem disponível - GOOGLE

quinta-feira, 24 de março de 2011

MAR DE OUTONO



MAR DE OUTONO

Amanhece no litoral...
da janela da sala
as ondas se desenham ...
sóbrias
espumas e gaivotas,entristecidas
reflexão,tudo é prece
o mar de outono é introspectivo
oceano imensurável
nunca perece...
ventania teimosa,te busca
longe...
saudade feiticeira
pensamento se tece
segunda-feira nostálgica...
meus poemas,teus dilemas
risos,lágrimas,risos...
maresia nas vidraças
o velho enigma,vem à tona
bússola misteriosa...
poesias escondidas,na garrafa
são só fragmentos de lembranças,
de um poeta,do mar de outono...

domingo, 20 de março de 2011

CAMINHO XAMÃ




Caminho Xamã

Se esconde nas montanhas de jade
Entre a terra e o céu
Um “anel” muito especial
Elos de energia
Pó de prata que cai da lua cheia
A caravana das libélulas azuis
No limiar da noite
Pureza astral no ar
O riacho acordou o vento nômade
Meia- noite na floresta, semifusa
Caminho Xamã
Sons de tambores, vozes, ecos....
Mundo subterrâneo
Mundo intermediário
Mundo superior
Em alfa, pressinto...
As quatro direções sagradas
na similitude do tempo
círculo de fogo desperta
A alma do mundo
Descem os ancestrais na Terra
Portas abertas...dança cósmica
 da menina- mulher dos olhos de jade
Se esconde nas montanhas...
Entre a terra e o céu
Um “anel” muito especial

( perigeu lunar 18/03/11)