sábado, 23 de junho de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
ESTRADA . . .
Estrada . . .
A estrada é longa
ninguém sabe onde termina
O destino da caminhada ...incerto
A trajetória entre escuros e claridades
Neste ponto em que estou...
não dá mais para parar
Se descansar é desistir...isso eu não vou fazer
Minha vontade é mais forte que meu cansaço
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domingo, 1 de abril de 2012
Estava escrito . . .
ESTAVA ESCRITO . . .
Corri sem parar
Buscando frutos
Somente árvores secas
Cai em armadilhas
Depois de muito tempo
Cansada e sem perceber...
Enfim, sai do deserto
Reviravoltas nos caminhos
Mudanças inesperadas
Retornos ... surpresas
Sol nascendo novamente
Paz estranha, alcançada
Sentimento andarilho
Espinho arrancado
Resguardo... cura da ferida
O sal deixado para trás
Lágrima estancada
A esperança renovou-se
no vazio do tempo
A insistência morta...viva
Lápide quebrada
Ressurreição da alma
O voo das sementes
sacudidas pelo inesperado
Já estava escrito
Sem parar
caminhava
Buscando
falsas estrelas
Deserto cruel
Tempo vazio
Estradas, retornos
Sol... sem perceber
Paz alcançada
Sentimento suave
Espinho arrancado
Cura...
a lágrima ...perdeu-se
Tempo de luz
Quebra do mal...
ressurreição
voo... inesperado
mais uma vez
eu sabia
não acreditava
aconteceu...
estava escrito
Mais uma vez, o risco lento de um cometa ...
Atravessou meu universo
verdades ocultas
que só o tempo mostraria...
os laços do passado próximo arrancados
todas as ilusões levadas com o vento do deserto
novos laços etéreos reafirmados
num oásis de calmaria e lucidez
um novo clarão no horizonte fosco
o tempo moldou as estátuas de pedra
o tempo fez amadurecer os frutos sem vida
o tempo renovou a aliança inesperada !!!!!!!!!!!!!
o tempo fez o milagre !!!!!!!!!!
estava escrito...
sexta-feira, 9 de março de 2012
SATREL DE LOS . . .
Satrel de los...
Letras refletem em meu espelho
Dia a dia olho para o mundo
Suspiro e penso
O que faço eu aqui
No campo das ilusões
Sem as vendas nos olhos
A luz do sol arde minhas vistas
Meu estômago embrulha
Então silenciosamente
Minha alma chora
Convulsivamente
Refugio-me em teus versos
Repouso meus dedos em livros
Orvalhos de esperança
Assim adormeço em paz
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
MINHAS VÍRGULAS
Minhas vírgulas
Entre as rosas amarelas ...
crivadas de espinhos
Esconde-se o punhal da in(decisão)
Hipérboles cansadas da mesmice da vida
Caminhos de brisas e temporais
Chão de estrelas descoloridas
Horizonte em chamas
Polaridades invertidas,
Explosão silenciosa
Vírgulas em tantas estradas distintas,
algumas caídas nas curvas cinzentas
outras dispostas em lugares ermos
muitas delas desgastadas pelo tempo hostil
Minhas vírgulas são tantas ...
Quantas pausas amigas do engano
Vírgulas ceifando os compassos
Milhares de orquestras sem som
Deixando as letras reféns...
de um relógio que se cansou
entre olhares viperinos, mesmo assim
essas letras teimosas renascem
e descansam, sem culpa na luz do sol
totalmente despidas de reticências
sementes germinando
ideias nascendo
meus pensamentos me compreendem
é isso que importa
ignoro os falsos adjetivos,
que de tanto discursar
nada mais ...dizem
sonhos desenganados
meu punhal entre as rosas
com vontade...rasgo o ventre da ilusão
deixando suas vísceras no fosso da ironia
libertando o coração das masmorras
e voando bem alto
ao lado de minhas vírgulas
que também criaram asas...
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
TEMPO DE VOO
Tempo de voo
(para as gaivotas que partiram...)
O gosto salgado do mar
A fuga das palavras sobre as ondas
Os lábios secos de ilusão
O tropeço no pronome possessivo
A regência de um verbo desgarrado,
em um barco à deriva
O voo das gaivotas
para longe dos limos apodrecidos
os rochedos acinzentaram
e a música calou-se
presas a uma ilha sem habitantes
o desespero das libélulas
as asas pregadas na cortina da noite
barulho estridente dos sinos no ar
que mais parecem tambores de guerra
ou martelos de uma sentença
tempo de voo
o vendaval revirando o oceano anil
cansado, triste e morno
escurecido...anunciando temporal
a solidão da nuvem angustiada
que já vai chorar
derramando suas lágrimas
chuva de lamentos e dúvidas
e uma saudade insistente
das gaivotas que partiram
08.02.12
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
TELA NOTURNA DO TEMPO
TELA NOTURNA DO TEMPO
Pedras escuras, trilhos estreitos
A noite acorda a velha cantina
Som de gaitas ao longe
Cantoria , vozes, risos
Ventania nos arvoredos
Temporal a caminho
Luz bruxuleante
Céu sem lua
Rua deserta
Salão imenso
Estátuas de mármore
marcadas pelo tempo
de nublados e neblinas
sussurros nas mesas medievais
passos,giros, copos, cartas e jogos...
A dança das idéias escondidas, poeira...
Barulho estridente, ruptura
Taças de vinho
estilhaçadas ao chão
Tingindo de púrpura o espaço
Nas telas silhuetas de homens e lobos
O som dos trovões
Reflexos de relâmpagos nos espelhos
Chuva grossa que cai sem parar
Gelo e sal na tolha parda
Garrafas esverdeadas
Papel amarelado
Escrituras antigas expostas
E um eco sem fim...
“trocando vinho e bebendo idéias?”
Onde estão os Goliardos?
Estão no poema que nasce...
Triste,silenciando seu choro
Na hora tardia
Na morte da noite
Que já escuta o galo cantar
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